Depois de dois trimestres em baixa, a taxa de desocupação se manteve em 12,2% no período de novembro de 2017 a janeiro de 2018, segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) mensal, divulgada hoje pelo IBGE. O indicador foi, ainda, 0,4 ponto percentual menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em 12,6%.

A taxa alcançou 13,6% no trimestre de fevereiro a abril, mas, desde então, havia acumulado quedas nos índices de maio a julho (12,8%) e de agosto a outubro (12,2%).

“O índice vinha caindo, mas agora houve essa estabilidade, interrompendo as duas baixas. É um movimento característico de janeiro, quando esse indicador tende a estabilizar ou até a subir”, explica o Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Informalidade segue em alta

Apesar da queda da taxa de desocupação na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o número de empregados com carteira assinada segue em baixa (-1,7%). O grupo foi o único a cair nesse período, enquanto empregados sem carteira (5,6%) e trabalhadores por conta própria (4,4%) sustentaram o crescimento da população ocupada, que aumentou em 1,8 milhão de pessoas (2,1%).

“Por causa da crise econômica, o mercado não consegue impulsionar a criação de postos de trabalho de qualidade. Todo esse crescimento de 1,8 milhão de pessoas está apoiado em uma plataforma informal de trabalho”, conclui Cimar.

Repórter: Rodrigo Paradella
Imagem: Pixabay
Arte: Marcelo Barroso

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