Por Lucas Grisi

 

A primeira etapa do circuito mundial de surf terminou com altas ondas e uma certeza: os brasileiros estão afiados.

Mesmo com Thomas Hermes, nosso último representante a cair na água, perdendo nas semi finais (numa bateria julgada mais uma vez de forma caseira, favorecendo o queridinho dos Ozzie), o Brasil mostrou que não é por acaso que tem 11 surfistas na primeira divisão este ano.

As atuações de Filipe Toledo e Michael Rodrigues impressionaram a todos, principalmente, aos que não conheciam o rookie de Floripa. Com toda a sua humildade, o recém chegado ao dream tour passou por todos os rounds, tirando nomes como Jordy Smith e Mineirinho, até encontrar o inspirado Julian Wilson nas quartas de finais.

Já Filipe Toledo, que venceu essa etapa em 2015 e tem muita intimidade com o pico, teve uma performance sólida: mesclando o jogo de borda com manobras fortes e inovadoras.

Mas quem realmente espantou geral foi o Catarinense Thomas Hermes, que surfou todo o campeonato com muita fluidez e uma leitura perfeita nas duas bancadas (Snapper Rocks e Kirra).

Sem dúvidas 2018 começou mostrando que os novatos não estão de bobeira: o americano Griffin Colapinto deu um show de surf e tirou um 10 com três tubos numa mesma onda, esbanjando calma e muita personalidade.

Mas foi o experiente (apesar de jovem) australiano, Julian Wilson, que levantou o caneco em casa. Coroando sua vitória com uma nota quase perfeita na final, o old young gun trouxe a esperança para a terra do canguru, e mostrou que esse ano está focado para o título.

É, parece que o anúncio da aposentadoria de Mick Fanning veio com um outro aviso: o mundo surfa uma nova era.

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