Fake news e relatos com ofensas, enviadas para e-mail do departamento jurídico, serão encaminhadas para a polícia e podem sofrer processos judiciais

A equipe jurídica voluntária montada pelo Psol, partido da vereadora Marielle Franco, assassinada na quarta-feira (14) com o motorista Anderson Pedro Gomes no Rio de Janeiro, recebeu, desde sábado (17), mais de 2.000 e-mails com relatos falsos sobre as vítimas.

Os prints de publicações em redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, serão encaminhados para a DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática) do Rio de Janeiro. Os mais pesados, principalmente os publicados em sites de grande circulação ou proferidas por figuras com importante papel institucional, terão tratamento jurídico considerado adequado pela sigla — ou seja, caberá também um processo judicial individual para cada propagador de notícia falsa

Notícias falsas contra a vereadora podem ser encaminhadas por meio do e-mail da setorial jurídica do Psol: [email protected]

Desembargadora citou notícia falsa em comentário

Desembargadora citou notícia falsa em comentário

Reprodução/Facebook

Os voluntários jurídicos estão recebendo, lendo e organizando as denúncias, conforme fonte do partido.

A orientação já havia sido passado no sábado: “Avisem a quem mandar áudios de WhatsApp ou posts com calúnias contra Marielle que há uma grande equipe jurídica voluntária rastreando tudo e que quem compartilhar esse lixo será devidamente processado. Ela não será difamada. Não permitiremos. Precisamos dos prints e dos links dos posts. Precisamos de fazer ata notarial em casos mais graves, antes que a pessoa apague o post”.

“Há uma rede de ódio permanente nas redes sociais. Transbordou a orientação política. Tem a ver com o estado de barbárie atual do país”, afirma a vereadora Sâmia Bonfim (Psol-SP).

Na sexta-feira, a desembargadora Marilia Castro Neves, do Rio, publicar um comentário no Facebook insinuando que a vereadora Marielle Franco “estava engajada com bandidos” e que seu comportamento, “ditado por seu engajamento político”, foi determinante para o assassinato. O comentário foi posteriormente transformado em notícia falsa repassada por sites de movimentos políticos.

À colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, Marília disse que nunca conheceu ou ouviu falar da vereadora antes do crime e que sua fonte de informação seria um texto enviado por uma amiga.

Com R7

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