Tudo caminhava para não acontecer a tal reunião dos ministros do Supremo com a presidente Carmem Lúcia. Mas… –

 

Ministro mente – 

Marco Aurélio Melo deu declaração hoje à imprensa  dizendo que a ministra Carmem tinha se recusado a participar, o que não é verdade. Ela chegou a falar sobre a reunião em entrevistas nesse final e começo de semana. Pego na mentira, ele disse, então, que não tinha sido convidado para tal reunião.

Na presidência, perguntaram sobre o cancelamento, foi dito que só o decano Celso de Mello poderia cancelar, já que ele a tinha convocado. O decano confirmou, que ele realmente convocou a reunião. E disse que hoje ela não acontecerá.

Marco Aurélio tentou desgastar a presidente do Supremo de novo, numa guerrinha suja e medíocre. O dia ainda não acabou e a semana mal começou… E a ministra Carmem esta cada vez mais firme nas suas convicções.

Não é a primeira vez que se faz essa lambança no STF –

Sempre foi assim no Brasil. As leis são feitas sob medida para alguma situações e não para a sociedade. Aliás, a prisão sempre vinha logo depois da sentença de primeira instância. Em 1973, criaram a Lei Fleury, que protelou a prisão para depois da segunda instância. O propósito foi proteger Fleury de seus crimes sob o regime militar na função do todo poderoso e temido delegado Sérgio Paranhos Fleury. Ele foi o precursor daquilo que se chama hoje de milícias e que na época ficou conhecido como Esquadrão da Morte.

Pois bem, quando o Mensalão estourou, em 2005, mexeram de novo, acabando com a prisão depois da 2a. instância para beneficiar os figurões envolvidos.

O entendimento de voltar permitir a prisão foi decidido por sete votos a quatro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro de 2016.

Agora, a Lava Jato torna-se, como o Mensalão o foi, inspiração para revogar o entendimento, protegendo os condenados que, sem a prisão depois da 2a. instância não vão ser presos nunca, por causas dos recursos, embargos, chicanas etc.

Mas, dessa vez o principal motivo é salvar a pele do condenado Lula da Silva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*