O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) deu entrevista exclusiva aos jornalistas Denian Couto e Marc Sousa na rádio Jovem Pan

O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) nos estúdios da Jovem Pan Curitiba, no dia 29/03/2018 (Foto: RIC Mais)

Em entrevista ao Ric Mais Notícias, nesta quinta-feira (29), o deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) criticou as ideias e políticas adotadas pelo ex-presidente Lula, desmentiu a intenção de indicar Alexandre Frota para o Ministério da Cultura e abordou outros temas polêmicos, como a liberação do porte de armas e a privatização da Petrobras.

Na conversa com os jornalistas Denian Couto e Marc Sousa, nos estúdios da Jovem Pan, Bolsonaro também falou sobre uma possível indicação do Juiz Sérgio Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF).  “Do que depender de mim, obviamente, o senhor Sérgio Moro seria uma excelente pessoa para começar a mudar o Supremo Tribunal Federal”.

Bolsonaro X Lula

O deputado Jair Bolsonaro aproveitou a entrevista para  atacar políticas que ele associa ao atual governo e à administração dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, como “ideologia de gênero e comércio exterior voltado ao viés ideológico”, além de criticar a presença de médicos cubanos atuando no Brasil.

“Não é (ser) contra o Lula, é contra essas ideias”, disse Bolsonaro quando perguntado sobre a candidatura do ex-presidente nas próximas eleições presidenciais. “Eu não sou anti-Lula desde agora. Desde 1970, eu entrei na luta armada, ao lado do Exército, com  15 anos de idade, combatendo pessoas que hoje estão no governo. Sou contra essas ideias desde há muito”, afirmou Bolsonaro. Assista:

 

Privatização da Petrobras

Bolsonaro afirmou que poderia privatizar parte da Petrobras. “Com calma e muito bem pensado, como ocorreu com a Embraer com a questão da golden share”, disse. O deputado falou que algumas estatais, como as de energia, são estratégicas e comparou as privatizações a um galinheiro: “Uma coisa é eu comprar, todo fim de semana, uma galinha e uma dúzia de ovos. Outra coisa é eu comprar o seu galinheiro. Nem você vai saber se, no dia seguinte, vai comer um ovo cozido ou não”, disse Bolsonaro.

Ainda em crítica ao ex-presidente, o deputado declarou: “Lula quis transformar o Brasil em um grande galinheiro e está colhendo os ovos agora”.

“O duro no Brasil é você falar em privatizar (o que eu sou favorável), mas não por uma questão de transparência e produtividade. Mas sim pra combater a corrupção praticada por nós políticos”, disparou o Bolsonaro.

Alexandre Frota para ministro da Cultura?

O deputado ainda comentou a polêmica envolvendo um vídeo em que fala que gostaria de ver o ator Alexandre Frota como ministro da Cultura.

Ele desmentiu a possibilidade de nomear Frota para o cargo,  no caso de se tornar presidente da República. Ele explicou que tudo não passou de uma brincadeira feita em um vídeo que gravou na ocasião do aniversário de Frota.

Nos estúdios da Jovem Pan, Bolsonaro elogiou ator: “ O Frota perto de outros ministros da Cultura é excepcional”.  Mas afirmou que não o convida-lo-á para o Ministério. “Não tem como eu num possível governo meu falar que o Frota seria ministro da Cultura, porque eu pretendo incorporar a Cultura ao Ministério à Educação”, disse Bolsonaro ao explicar que a pasta da Cultura seria uma secretaria do Ministério da Educação.

Porte de armas

Questionado sobre a intenção de liberar o porte de armas, Bolsonaro respondeu:  “A posse sim, o porte com algumas restrições”. Entenda a diferença entre posse e porte de armas aqui.

Sobre o custeio dos seus gastos em viagens, o presidenciável disparou: “Tenho apenas despesa da aeronave, pago com meus recursos próprios. Poderia usar o recurso da Câmara, mas não uso. A imprensa bate em mim nessa questão, mas é só entrar no site da Câmara e ver se eu protocolei algum pedido de passagem”. Ele ainda afirmou que está saindo, em média, apenas duas vezes no mês e que no máximo gasta R$ 5 mil.

Bolsonaro é militar de reserva e está em seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados, foi eleito pelo Partido Progressista e em 2014 marcou 464.565 nas eleições gerais, tornando-se o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro.

Ele é titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, além de ser suplente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

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