Marcelo Porto é ex presidente da IBM Brasil

Carta Aberta
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Ilustríssima Sra. Cármen Lúcia Ministra Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.
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Prezada Ministra,
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Ouvi com atenção seu pronunciamento. No exercício de minha liberdade de expressão permita-me algumas ponderações.
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Os tempos que vivemos não são de intransigência e intolerância, ao contrário, transigimos no cumprimento das leis e toleramos o intolerável, criminosos afrontando à sociedade.
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Os tempos que vivemos são de exaustão. O cidadão comum que sustenta um Estado paquidérmico e ineficaz não suporta mais o império da corrupção e da impunidade.
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Não cabe serenidade diante do que vivemos, a palavra de ordem é firmeza. Devemos ser firmes no combate aos maus brasileiros que insistem em atentar contra o regime democrático.
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Diferenças ideológicas são comuns em sociedades plurais e que bom que seja assim. Contudo não se trata disso, o que vivemos nesse momento no Brasil vai além, não é o embate entre aqueles que divergem do papel do Estado na economia, ou coisa assim, mas sim entre os que defendem o Estado Democrático de Direito e aqueles que se colocam ao lado de uma elite política que pretende criar categorias de cidadãos, dividindo a sociedade entre os que estão ou não ao alcance da lei.
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A convivência tranquila de uma nação se dá quando o cidadão de bem e cumpridor das leis se sente protegido pela Justiça e não abandonado por ela.
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A liberdade democrática de fato deve ser exercida sempre com respeito ao outro, a questão é que o cidadão vem sendo sistematicamente desrespeitado e é hora de dar um basta.
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Aquele que defende ideias diferentes deve ser respeitado como um adversário, porém aquele que atenta contra o Estado de Direito, que desrespeita autoridades e que promove a cizânia, para esse não cabe outra designação que não seja a de inimigo do Brasil.
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A Pátria merece respeito e se é assim, não cabe alternativa, lugar de criminoso condenado é na cadeia.
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A violência não prospera onde prevalece a lei.
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Respeitosamente,
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Marcelo Porto.

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