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Horas depois de confirmar, via Twitter, que se afastará do PSB (Partido Socialista Brasileiro), foi confirmada nesta quinta-feira (12) a filiação do ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Aldo Rebelo, ao SD (Solidariedade) –

 

Com isso, Joaquim Barbosa conseguiu “se livrar” de um dos principais obstáculos para disputar as eleições para a Presidência pelo PSB.

A ala pessebista do novo governador de São Paulo, Márcio França, era contra candidatura própria ao Planalto. Defendia uma coligação com o PSDB de Geraldo Alckmin, de quem França era vice até semana passada. Mas essa hipótese foi descartada pelo partido, que tenta, com candidatura própria à presidência da República, emplacar um discurso de retorno às origens de centro-esquerda e assim se tornar uma alternativa na polarização Direita versus Esquerda.

Uma boa opção para o futuro da REDE 

Nos grupos internos do partido de Marina Silva é muito forte a defesa de uma chapa Joaquim-Marina. A Rede, com apenas dois deputados e sem nenhuma estrutura nacional, está inviabilizada, não tem como sustentar uma candidatura presidencial. A união ao PSB significaria a construção de uma chapa forte e o renascimento da própria Rede como partido. Faz todo sentido.

Marina é a menina pobre do Acre que ganhou o mundo. A seringueira parceira de Chico Mendes das causas sociais e ambientais. Criou a Rede no espírito de negação da política tradicional. Não teve força para botar seu projeto de pé sozinha. Em 2016 se aliou a Eduardo Campos (PSB) e viu seu projeto espatifar na queda do avião que vitimou o ex-governador pernambucano. Mesmo assim quase chegou lá, não fosse o jogo sujo das fake News produzidas pelo marketing agressivo de Dilma/PT e sua fraca equipe de marketing.

Joaquim encarna a imagem da superação e do combate à corrupção.

A tempestade perfeita para o atual momento político

Justiça, combate à corrupção, negação da política, bandeiras ambientais, ecológicas e multiculturalismo. Se confirmada será, sem sombras de dúvidas, uma chapa forte. O verdadeiro fato novo.

Marina é bastante conhecida em todo o Brasil e principalmente no Norte/Nordeste. Teria facilidade em apresentar Joaquim para o povo e assim avançar sobre os votos de Lula/PT.

Nas entrelinhas da entrevista de Marina, ontem a noite (11) na Rádio CBN, são grandes as chances dela ser vice de Joaquim. Se isso se concretizar, e, sem Lula disputando as eleições, teremos com Joaquim-Marina uma chapa com grande potencial eleitoral em outubro próximo.

Marina conhece a política e sabe disso. Aliás foi o que ela disse. Lhe cabe agora, abrir mão do seu projeto de ser presidente. Aceitar compor a chapa com Joaquim e, junto com ele tentar, com chances reais, governar o Brasil.

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