O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (PMDB), acatou nessa quinta-feira (26) pedido de impeachment do governador do estado, Fernando Pimentel (PT). O pedido foi feito por um cidadão, o advogado Mariel Marley Marra, que acusa o governador de ter cometido crime de responsabilidade.

Brasília –  O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou de audiência proposta pelo ministro Edson Fachin, do STF com governadores para discutir as dívidas dos estados (José Cruz/Agência Brasil)
Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (José Cruz/Agência Brasil)

Adalclever Lopes também determinou a formação de uma Comissão Especial para analisar o pedido. A comissão será formada por deputados indicados pelos líderes da casa e vai debater as acusações contra Pimentel para, então, decidir se o processo será apresentado e votado no plenário da casa. De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, não há prazo definido para a instalação da Comissão.

No pedido de impeachment, o advogado Mariel Marley Marra argumenta que o governador petista teria cometido crime de responsabilidade pelo atraso e parcelamento de repasses do governo estadual para pagar salários de servidores estaduais, prefeituras, Assembleia e Judiciário. Caso o processo seja aprovado pelo Plenário, Pimentel pode ser afastado do cargo.

Defesa

Procurada, a assessoria de imprensa do governo de Fernando Pimentel informou que o governador está se posicionando por meio do deputado Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia. “Ele tem por hábito que assuntos da Assembleia sejam tratados pela liderança do governo na Casa”, informou a assessoria.

Em entrevista à imprensa, o deputado Durval Ângelo disse que não vai ter “golpe” em Minas Gerais e que o governo recebeu a notícia “com muita surpresa, porque o estado herdou uma herança terrível, com um déficit de quase R$ 8 bilhões” e sempre houve um bom relacionamento entre o PT e o MDB no estado. O deputado também alegou que os pagamentos do governo estão sendo honrados.

Ângelo defendeu ainda que a peça aceita não tem consistência e que será derrubada na Comissão Especial que será criada. “Vamos conseguir arquivar esse processo na Comissão, com toda certeza e vamos conseguir reestabelecer essa boa relação do presidente da Assembleia com o governador.

Já tivemos uma experiência terrível de golpe em Brasília e aquele que promoveu o golpe em Brasília hoje se tornou pó, enquanto aquela que sofreu o impeachment está disparada em todas as pesquisas.”, disse.

Publicado em 26/04/2018 – 17:50 Por Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (PMDB), acatou nessa quinta-feira (26) pedido de impeachment do governador do estado, Fernando Pimentel (PT). O pedido foi feito por um cidadão, o advogado Mariel Marley Marra, que acusa o governador de ter cometido crime de responsabilidade.

Brasília – O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou de audiência proposta pelo ministro Edson Fachin, do STF com governadores para discutir as dívidas dos estados (José Cruz/Agência Brasil)
Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (José Cruz/Agência Brasil)
Adalclever Lopes também determinou a formação de uma Comissão Especial para analisar o pedido. A comissão será formada por deputados indicados pelos líderes da casa e vai debater as acusações contra Pimentel para, então, decidir se o processo será apresentado e votado no plenário da casa. De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, não há prazo definido para a instalação da Comissão.

No pedido de impeachment, o advogado Mariel Marley Marra argumenta que o governador petista teria cometido crime de responsabilidade pelo atraso e parcelamento de repasses do governo estadual para pagar salários de servidores estaduais, prefeituras, Assembleia e Judiciário. Caso o processo seja aprovado pelo Plenário, Pimentel pode ser afastado do cargo.

Defesa
Procurada, a assessoria de imprensa do governo de Fernando Pimentel informou que o governador está se posicionando por meio do deputado Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia. “Ele tem por hábito que assuntos da Assembleia sejam tratados pela liderança do governo na Casa”, informou a assessoria.

Em entrevista à imprensa, o deputado Durval Ângelo disse que não vai ter “golpe” em Minas Gerais e que o governo recebeu a notícia “com muita surpresa, porque o estado herdou uma herança terrível, com um déficit de quase R$ 8 bilhões” e sempre houve um bom relacionamento entre o PT e o MDB no estado. O deputado também alegou que os pagamentos do governo estão sendo honrados.

Ângelo defendeu ainda que a peça aceita não tem consistência e que será derrubada na Comissão Especial que será criada. “Vamos conseguir arquivar esse processo na Comissão, com toda certeza e vamos conseguir reestabelecer essa boa relação do presidente da Assembleia com o governador.

Já tivemos uma experiência terrível de golpe em Brasília e aquele que promoveu o golpe em Brasília hoje se tornou pó, enquanto aquela que sofreu o impeachment está disparada em todas as pesquisas.”, disse.

Com Agência Brasil

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