A Polícia Federal deflagrou hoje a 51ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Deja Vu, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e São Paulo.

Aproximadamente 80 policiais federais cumprem 23 ordens judiciais nos três estados. São cumpridos 4 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de reunir elementos probatórios da prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, fraudes em contratações públicas, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro, dentre outros delitos.

As investigações realizadas indicam a repetição de um modus operandi já amplamente revelado pela Operação Lava Jato: a obtenção de contratos por parte de grupo empresarial junto à Petrobras, em valores superfaturados, mediante o pagamento de vantagens indevidas à executivos e gerentes da empresa petrolífera.

As investigações também apontam que parte dos recursos pagos indevidamente pelo Grupo Odebrecht para a obtenção do contrato investigado neste momento foram destinados a agentes públicos e ao MDB.

De acordo com o que foi apurado, era realizado o pagamento de percentual dos contratos obtidos pela empresa para esses grupos, por meio de repasses no exterior, com a utilização de empresas off-shore, bem como a movimentação de recursos em espécie no país, com a intervenção de operadores financeiros já conhecidos no decorrer dos trabalhos da Operação Lava Jato.

A estimativa inicial do montante desviado chega a 200 milhões de reais.

Três ex-executivos da Petrobras e três operadores financeiros, um deles ligado ao MDB, foram presos nesta operação de hoje (8), por receber propina da Odebrech

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça.

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