A nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial 2018, divulgada neste domingo, mostra  Marina praticamente em empate técnico com Bolsonaro, como já mostrava o levantamento feito dois meses atrás – 

No estudo, realizado em 174 cidades entre os dias 6 e 7 de junho, o ex-militar teria 19% e a pré-candidata da REDE teria 15%. Como a pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, ambos podem ter intenções na casa dos 17%. Comparada à pesquisa anterior, realizada há dois meses, Bolsonaro aparece um pouco mais confortável. Na anterior, o resultado era de 17% e 15%, respectivamente, o que pelo mesmo raciocínio da margem de erro, poderia colocar Marina à frente.

Já o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmim continua no mesmo patamar, com 6% das intenções num cenário com Lula, e 7% sem o petista na disputa. O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, parece um pouco mais confortável num terceiro lugar caso Lula não dispute. Na pesquisa deste domingo, ele aparece com 11% das intenções nesse contexto. No levantamento anterior, ele tinha 9%, empatado com o nome do ex-ministro Joaquim Barbosa que até então parecia entrar na disputa. Já Álvaro Dias (Podemos) mantém apoio de 4% dos entrevistados. Manuela D’Ávila do PCdoB e Rodrigo Maia (DEM) têm entre 1% e 2% das intenções. Os demais pré-candidatos, como Henrique Meirelles (MDB), João Amoedo, do NOVO, Guilherme Boulous, do PSOL e Flavio Rocha (PRB), têm entre zero e 1% das intenções.

Mas, a quatro meses do pleito, a única certeza que o Datafolha traz é que o quadro atual pode mudar muito até o primeiro turno, ainda que as tendências por candidatos estejam claras. Até lá, a campanha em rádio e televisão, que começa no dia 31 de agosto, deve começar e reforçar certezas ou mudar votos de eleitores. Há, ainda, o capital político do ex-presidente petista, que pode fortalecer um candidato indicado por ele, já que esta impedido de concorrer porque esta enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

PT insiste numa tese que não tem suporte jurídico

Ainda que a situação jurídica do ex-presidente seja indefinida uma vez que está preso, o PT lançou sua pré-candidatura neste sábado, dia 9. Lula vem surfando na sua força eleitoral, e as apostas são de que, sabendo da dificuldade de convencer a Justiça eleitoral a deixá-lo concorrer, ele vai manter o mistério sobre um eventual apoio até o limite possível para garantir uma transferência consistente de votos às vésperas do pleito. Mas, sua rejeição também é altissíma e se por um lado reduz o número de sem votos, por outro há um contingente de 51% de eleitores que afirmar rejeitar qualquer indicação de Lula.

Diferença de pesquisas

A pesquisa Datafolha chega depois de uma semana de alvoroço no mercado financeiro com a divulgação da pesquisa DataPoder360, que mostrou Bolsonaro consolidado na liderança (21% a 25%), com Ciro (entre 11% e 12% das intenções de voto) e Haddad (entre 6% e 8%)  e Marina (6% e 7%) na sequência. A diferença de resultados se explica pelas diferentes metodologias. A Poder360 fez entrevistas por telefone, enquanto o Datafolha faz entrevistas presenciais. O assunto gera polêmica, uma vez que as pesquisas presenciais estão mais fortalecidas no Brasil. Os levantamentos por telefone, no entanto, seguem um padrão comum nos Estados Unidos, por exemplo, mas podem trazer resultados bem distintos dos levantamentos feitos ao vivo. A pesquisa do Poder360 foi apontada como uma das responsáveis por ajudar a inflar o valor do dólar na semana passada, que chegou perto de 4 reais e fez o Banco Central entrar com força com leilão de dólares para equilibrar o valor da moeda.

 

 

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