Inaugurado no dia 22 de maio deste ano, a unidade provisória de saúde atendia pacientes contaminados pelo novo coronavírus no DF

Após quase cinco meses em funcionamento, o Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha teve suas atividades encerradas na tarde desta quinta-feira (15). Inaugurado no dia 22 de maio deste ano, a unidade provisória de saúde atendia pacientes contaminados pelo novo coronavírus no Distrito Federal (DF). Servidores da Secretaria de Saúde comemoraram o fim das atividades do Hospital de CampanhAo longo deste período, cerca de 1,8 mil pacientes foram atendidos e, nesta quinta-feira (15), 24 pacientes foram relocados para outras unidades de Saúde para dar continuidade no tratamento e os últimos quatro que estavam internados receberam alta.

Dos últimos 28 pacientes que estavam internados no local, quatro saíram com alta hoje. Pouco antes do fechamento dos portões, passaram por ele com o diagnóstico de recuperação três mulheres: Helena Elvira, 63 anos, que esteve internada por 14 dias; Marluci de Carvalho de Sousa, 61, há 10 dias hospitalizada; e Maria Alzira Neves, 53, que desde terça-feira recebia o tratamento no estádio.

“É uma sensação de dever cumprido”, disse, aliviada, a médica coordenadora das equipes do Hospital de Campanha, Anna Carolina Erbesdobler. “Nós olhamos para esses leitos vazios com uma paz no coração de que fizemos e demos nosso melhor por cada paciente que passou por aqui. Não é a toa que nós tivemos mais de 1.700 altas”, orgulhou-se. “É muito bom vê-los voltarem para casa recuperados.”

Durante quase cinco meses de trabalho, mais de 700 pessoas contribuíram nas equipes de médicos, enfermeiros e outros funcionários. Foram 129 profissionais da saúde e 647 auxiliares, entre limpeza, organização, coordenação, entre outros. Na opinião de Anna, mesmo sendo provisória, a estrutura montada no estádio superou as expectativas. “Nunca faltou nada para nenhum paciente”, reforçou.

Durante quase cinco meses de trabalho, mais de 700 pessoas contribuíram nas equipes de médicos, enfermeiros e outros funcionários. Foram 129 profissionais da saúde e 647 auxiliares, entre limpeza, organização, coordenação, entre outros. Na opinião de Anna, mesmo sendo provisória, a estrutura montada no estádio superou as expectativas. “Nunca faltou nada para nenhum paciente”, reforçou.

Dos pacientes que acompanhou, um dos que lhe marcou foi a primeira recuperação. “Rodrigo foi a nossa primeira alta e veio transferido do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Era um rapaz novo, sem nenhuma comorbidade. Achávamos que ele se recuperaria e que seria algo leve, mas não, ele ainda ficou um pouco grave e precisou de oxigênio. Depois ele se recuperou e saiu bem melhor”, contou.

Outros dois homens também lhe chamaram a atenção pela força e luta pela vida. No processo de recuperação, passaram muitos dias no Hospital de Campanha, “com períodos de piora e melhora, oscilando bastante”, conforme relatou a médica. “Tentávamos evitar ao máximo a entubação, e não precisaram pelos nossos aparelhos. Melhoraram bastante depois. A cada dia era uma nova luta, uma nova esperança”, disse.

Agora, todos os materiais – respiradores, macas, travesseiros, lençóis, cadeiras de rodas, etc – serão também transferidos para outros hospitais da rede pública de Saúde do DF. Todo o processo de desmontagem dos equipamentos deve ser feita entre esta semana e a próxima.

“Trabalho criterioso de uma equipe”

Para o secretário de Saúde do DF, Osnei Okamoto, o resultado de mais de 1.700 recuperados da covid-19 se deve por consequência de um “trabalho criterioso de uma equipe muito bem consistida”. “Esse hospital foi um sucesso e está sendo objeto de duas pesquisas muito importantes. É muito bom ver tantas vidas salvas e que isso sirva de exemplo para outras oportunidades para criação de hospitais de campanha, para que sejam efetivos no país e mundo”, afirmou.

A possibilidade de uma segunda onda do novo coronavírus, como acontece atualmente na Europa, não é descartada pela pasta, mas entendem ser uma situação diferente. “Nós percebemos que o contágio voltou a subir, mas o número de óbitos é menor do que a primeira vez. Isso no faz refletir que os tratamentos com os protocolos indicados, com o passar do tempo, mostram resultados positivos”, opinou.

“Estaremos monitorando e, caso haja necessidade, usaremos primeiro a rede pública de Saúde, que tem 509 leitos de UTI disponíveis para a covid. E caso não haja mais necessidade e a transmissão diminua, usaremos os leitos para outras finalidades de outros pacientes”, acrescentou o secretário de Saúde.

Na opinião coordenadora Anna, a doença ainda é motivo de muitas dúvidas. “Ainda temos muito a aprender sobre ele, como com complicações pós doença, por exemplo, uma vez que temos alguns casos de pacientes com complicações [posteriores à recuperação] que estão sendo relatados em outras partes do mundo. Assim, também tememos uma nova onda de casos, mas torcemos para que não”, relatou.

Covid-19 no DF

O Distrito Federal alcançou, nesta quinta, a marca de 193.373 recuperados da covid-19, o equivalente a 95,4% do total de casos. Já são 202.786 pacientes contaminados pelo vírus, incluindo óbitos e pacientes recuperados, sendo que, deste total, 5.914 são casos ativos. No período de 24 horas, 918 novos diagnósticos foram registrados na capital.

As regiões do DF com mais casos registrados são Ceilândia, com 24.116 casos, Taguatinga, com 16.831 casos, e Plano Piloto, com 16.047 casos. Mesmo com a alta de diagnósticos no DF, desde o boletim divulgado às 18h dessa quarta-feira (14), 652 novos pacientes recuperados foram registrados.

O número de vítimas fatais também aumentou, chegando a 3.499. Também nas últimas 24 horas foram registrados 11 óbitos sendo que, deste total, nenhum faleceu nesta quinta. Entre o total de vítimas, 3.218 são de residência do DF e 281 de residência de outros estados.

Da Redação com informações da Assessoria do HCMG

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