No documento enviado às unidades de saúde, secretário admite a falta de medicamentos usados na intubação e na sedação de pacientes

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) decidiu, mais uma vez nessa segunda-feira (9/11), manter a suspensão das cirurgias eletivas na rede pública até o próximo dia 16.

Somente os procedimentos oncológicos, cardiovasculares, oftalmológicos, de transplante e judicializados que são urgentes estão fora da suspensão e, portanto, vão continuar ocorrendo.

A suspenão ocorre desde o dia 29 de junho.

Pegos de surpresa, diterores de hospitais da rede pública do DF receberam nesta segunda-feira, circular expedida pela Secretaria Adjunta de Assistência à Saúde, comandada pelo médico Petrus Sanches, informando que a medida é necessária para “não causar prejuízo no atendimento de pacientes graves suspeitos ou confirmados com a Covid-19 que necessitem de intubação para ventilação mecânica”.

FALTA DE GESTÃO

Tanto o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, quanto o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, destacaram que faltam medicamentos usados na intubação e na sedação de pacientes. De acordo com eles, estoques precisam estar em dia para o restabelecimento das cirurgias, mas não informaram quais providências estão sendo adotadas para regularizar a situação.

No documento os hospitais são convocados a informar sobre a possibilidade de retorno gradual dos procedimentos eletivos. A informação deverá está disponível para agendamento na regulação, sempre levando em conta os estoques de insumos locais.

Médicos ouvidos pela nossa reportagem relataram a situação caótica dos estoques nos hospitais e reclamam da fala de gestão. “Nada justifica a falta eterna de medicamentos e ao mesmo tempo a desmobilização dos leitos de UTI contratados para atendimento aos casos graves de Coronavírus”, desabafou A.N.S. médica do Hospital da Zona Norte que não quis se identificar. “Eu atendo em outras unidades e é sempre a mesma história. Não há o mínimo de planejamento. Muda os gestores e a situação só piora”, conclui.

Já foram desmobilizados leitos de UTI em UPAs, no Hospital Regional de Santa Maria e no Hospital de Base.

Da redação

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